quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Blue

Eu não sei mais quem poderia eu ser, senão eu mesma!
Todo este trilho delineou o meu ser, através das escolhas que eu tomei ao longo dele, e não só.. também as acções de outros que interferiram no meu destino, e o alteraram. Não posso dizer que só foram boas, todas as minhas experiências, pelo contrário, causaram-me tanta dor que me moldaram de uma tamanha frieza e insegurança, incontroláveis. Já não me consigo imaginar a ter uma vida normal, só se for em sonhos!
Poder dizer que tenho uma família razoavelmente feliz, seria um privilégio  Posso sim dizer que tenho uma família despedaçada, que rompeu a sua ligação e relação, por motivos que só a vida lá sabe. É triste saber que existe tamanha solidão em alguém tão miúdo  que morre de medo de ser rejeitada. Talvez seja assim como me sinto, rejeitada. Se eu for mesmo averiguar todos os momentos da minha vida em que me senti de tal jeito poderei afirmar que começaram bem cedo e talvez foram um poucos.
Eu não consigo perceber esta minha própria tristeza, ou melhor dizendo, vazio.. simplesmente não consigo. E canso-me de pensar em tudo, pensar só trás mais dor! Gostaria de ter memória curta , por vezes. Poder esquecer os problemas e porque me sinto assim, e apenas sorrir com o deslumbrar do novo!

terça-feira, 31 de julho de 2012


nao sei se ouvi o som do vento ou apenas o teu murmurar que se propaga a cada vibração sonora que paira entre nós. Se é apenas um delírio a qual eu me entrego de corpo e alma graças a este desejo e vontade que sejas tu a murmurar-me ao ouvido, independentemente de onde quer que tu estejas. eu sinto-te, eu sei que sim, e também sei que me sentes. De algum modo tu sentes-me, nem que seja apenas nos teus sonhos. aquela mulher com quem tu sonhas e fantasias mas não sabes quem é. ainda não sabes quem é, mas como eu disse, ainda.
Eu vou revelar-me, e aí deixará de ser um sonho, mas porque o sonho é agradável e faz com que procure-mos o que idealizamos, eu vou continuar no anonimato.. apenas por mais uns tempos, pois eu sei que eu também te vou encontrar. e aí deixarei de delirar com a tua voz tremula e doce, que ecoa pelas paredes do tempo, e passarei a sentir-te e a alcançar-te com todos os meus sentidos e mais alguns que ainda nao descobri, que ainda estão tão porfundamente adormecidos dentro de mim.. Mas depois de me descobrir a mim , irei descobrir-te a ti. Eu sei que sim, porque tu sem dares por ela já irás estar à minha espera, e num virar de esquina vamos colidir, e é bastante provável que haja uma espécie de explosão magnética derivada a uma reacção quimíca que resultará do nosso choque humano, que nos acordará certamente para uma grande e turbolenta tempestade, mas no fim toda a gente sabe que depois vem a abundança.. a nossa!

terça-feira, 12 de junho de 2012

FERNANDO PESSOA

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estou ausente. Não me encontro neste plano, talvez uns quantos mais abaixo. Estou submersa e não consigo respirar. Já desmaiei! Encontro-me completamente inconsciente nas profundidades, junto aos restantes corpos que se deixaram também levar. Como são imensos.. Nunca na minha vida tinha visto tal tipo de cemitério marítimo. Parece o local onde todos os que sonharam mais alto foram acabar. Quem tudo quer, tudo perde!
Mas no fundo eu sou realista, sei o que quis e aquilo que fiz. Agora vejamos os resultados.. AFUNDOU. Tudo que tenha muita carga e com um defeito que não pode ser remendado vai deixar que por essa frincha entre uma maré. E o que é que acontece? Um holocausto, feito pelos deuses para a terra, e nós somos os sacrifícios. As almas cheias de fé, que pelo caminho ficaram a pé! Eles não estão de modo algum a pecar, apenas aproveitaram-se dos restos para que no final de contas eles tenham algum propósito! Vejam antes por esta perspectiva.. 

Isto é apenas um blá blá blá de quem não tem mais nada para fazer. Pois.. e depois vem a maré que me arrasta e me prende ao mesmo tempo. Olha que coisa contraditória sem senso nenhum.

Março

domingo, 6 de maio de 2012

i wish i could

“Sometimes i wish i could be happy to have the will to appreciate the lovely and beautiful things that exist in this wonderful world, despite all the madness that’s in it.”

sábado, 28 de abril de 2012

FAIL

I wish i had the courage to say everything i wanted to say, to do what i wanted to do and to feel what i wanted to feel. 
I wish i had the courage to be what i wanted to be, to follow the dreams i once dreamed about and to have everything i once wished for.
But unhappily i am not blessed with such kind of greatness. I am just  frightened, and that's the worst feeling that any human being can feel under his skin. 
Deeply inveterate in our blood pressure. 

.But taking that i can have it all in my head , just like a dream i once had.
.बुत तकिंग ठाट इ कैन हवे आईटी अल इन माय हेड , जुस्त लिखे अ दरें इ ओनके हद.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

tempo

Sou como o tempo que vai e vem.
Renova-se após cada noite,
E vai mudando de clima todas as manhãs.
Há dias que faz sol,
Noutros apenas chove,
Mas o tempo é assim,
Incontrolável e imprevisto.
Tal como eu..

As estações do ano,
Que giram e mudam sempre sem parar.
Assim são os dias e as personalidades
Repetidamente a mudar.

A rotina continua,
Mas os estados alteram-se.
O tédio ora aumenta, ora diminui.
A expectativa idem aspas..
E assim ando eu, aos tombos,
Contra portas sem número.

A cada entrada
Uma nova renovação.
A casa saída
Uma ligeira solidão.
Como o rasto que alguém deixa,
Mas mais tarde o vento leva.
Assim serei eu.

12/10/2011

segunda-feira, 5 de março de 2012

NOTHING TO DO HERE!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tenho medo! Posso dizer que tenho medo de tudo um pouco. Tudo me atormenta da sua certa maneira a minha alma. Ora os meus pensamentos, ora o que eu vejo, tudo me leva a várias conclusões e por vezes a nenhumas certezas.
A verdade é que as certezas são uma inconstante na minha vida.
Percorre-se sempre a longa estrada , mas com tantas placas que a maioria das vezes vejo-me a ser arrastada para uma delas sem ter certezas de nada. Que rumo tou eu a levar? Onde me vais deixar? Noutra encruzilhada??
Por vezes o medo não me deixa seguir em frente, mas obriga-me a cortar na próxima à direita, ou à esquerda.. por vezes tenho que voltar para trás porque era um beco sem saída.
Pelo caminho encontrei várias casas, várias pessoas, vários objetos.. Passei a ter posses , acabei por perder outras, mas na realidade nunca possui nada. apenas o osso e a carne que me revestem.
Conforme a abundância ou a escassez , vou inchando e desinchando, ou fico igual. Relativo. Tudo depende do que é que estamos a falar.
Muitas vezes bateram-me com a porta na cara, quando cansada já estava eu de lá estar sempre a bater. mas a persistência na maioria das vezes é uma qualidade, pelo menos para deixar a minha consciência tranquila. para poder dizer: "eu tentei!".
Esta estrada que eu pecorro deixa calo nos pés, porque não é de alcatrão, não! é de terra batida com pedras pontiagudas que têm tendência a picar. tem alturas que não é tão incerta, mas para variar é quase sempre incerta. há quem diga que melhores dias virão.. talvez uma estrada melhor eu possa vir a construir por mim própria, quando eu mesma já tiver os meus calcanhares duros e cansados deste rumo.
Tem dias que não vejo o sol, apenas olho a lua, tão nua e crua. Ela sim, revela-me a realidade através da escuridão que a noite tem. do frio que se passa por estar só eu , aquela hora, naquele lugar com ela, mais ninguém. do medo que eu sinto com os sons daquilo que eu não consigo ver.. mas além disso , ensina-me o silêncio e a paz. invisiveís, mas fazem-se sentir com semelhante profundidade, que me transportam para um estado de melancolia e impasse.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Grey

Estes dias reles, que passam como um piscar de olhos, cintilantes e húmidos.
Talvez do vento forte ou de emoções fortes e arrebatadoras, o certo é que estes dias obscuros passam rápido mas custam tenebrosamente a passar.. Inundados de medos e obstáculos, de complicações da própria vida fútil.
Arremessam contra mim os dilemas quotidianos de outros, que no fundo são meus também.
A vida é deveras dura e fatigante, e eu nada me fatigo para a alterar. Talvez eu própria não tenha essa hipótese, mas eu quero imensamente a ter.
A verdade é que vejo os dias cinzentos correrem e até mesmo os radiantes e nada faço!
A minha vontade começa-se a tornar escassa, tal como as minhas oportunidades.
O que se precisa é de trabalhar e nem isso é fácil de se obter.. ou melhor dizendo, não é facil obter a vontade para o fazer!
Como é que com a falta de uma imensidão de coisas, as verdadeiramente essencias, somos capazes de ultrapassar mais um crepúsculo seguido de, uma noite turbulenta de pensamentos preocupantes, relativos às depesas essenciais de sobrevivência ao ser humano, e a carência emocional que sentimos quando estão com dívida para connosco?


segunda-feira, 4 de julho de 2011

O fio e o terreno

Tenho o mundo que idealizo
e tenho o mundo em que vivo
aquele em que sorrio
e aquele em que sobrevivo.

Por vezes tão sombrio e frio
por outras tão iluminado e ameno
quem diria que a terra seria o fio
que sutesta o meu outro terreno.

porque nesse fio tão denso
tenho o meu terreno livre
e é nele onde penso
naquilo em que já tive

Aquilo que gostaria de ter
Imagino-me como me sentiria
A alegria que teria
e o amor que me correspondia

No fio tenho o desgosto
e a incorrespondência
Onde vivo por viver
nesta mera existência

Vida sem sentido algum,
não tenho quem me dê uma direcção
nem quem me dê motivo nenhum
para tomar um novo rumo à minha canção

Ai... vontade quanta eu tenho
para que as coisas fossem reais
que caissem dos ceus
em folhas de jornais

que me embrulhassem e revestissem
me aconchegassem e acariciassem
o quanto eu preciso e penso
que esses dias um dia regressassem

Dias sim sempre,
e jamais dias não,
queria viver esta história
que tenho na imaginação

Um belo conto se tornaria
se não tivesse a realidade
porque cada vez que adormeço
consigo fugir da complexidade.

sábado, 14 de maio de 2011

Sufoco

Tu sofocas-me
e continuas a suforcar
este ar tão carregado
que me custa tanto a inalar.

Saio pelo porta
e tudo fica pesado,
a tristeza desbrota
por não estares a meu lado.

Em casa estou bem.
Estou bem assim!
Sem ninguém.
Já é igual p'ra mim...

12/05/2011

?

Que pensamento é este,
o pensamento de outrem,
que não fora nesta vida
mas na vida passada de alguém.

Acho que já cá vim,
e cá voltei a retornar.
Quem fui não sei
fez questão a memória apagar.

Mais próxima estarei de descobrir
ou mais longe de achar,
aquilo que com um trapo preto cobriu
A minha vida que tenho de relembrar.

Que outro tempo passou
senão aquele que gastei,
aquele que a memória me apagou,
e nunca mais me recordei.

Deu-me pistas,
talvez uns sinais,
mas todos eram
iguais ao demais.

A informação armazenou-se,
a monotonia não ajuda à prática,
a vida por panos escapou-se
de forma alguma sarcástica

A descoberta manteve-se à espera,
que a autonomia se movimenta-se,
para esta vida amarga e severa
tivesse algo para que se recordasse.

12/05/2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ele(s)

E ele afasta-se, como sempre faz. Não tem coragem suficiente, ou melhor, será ele homem suficiente? Que sarcástica, peço imensas desculpas, mas continuando... ele é estranho, vive para si , fechado em si, mantendo vivos sonhos e fantasias dentro do seu subconsciente de forma a não ultrapassar demasiado os seus limites, para não falar do seu consciente, que tenta seguir à linha a ética e a moral mas ao mesmo tempo os seus prazeres mundanos e materialistas. Porque claro, todos temos um pouco disso! Mantendo as aparências e ocultando da melhor forma as suas monumentais perversões.
Julgam-no charmoso e de bom aspecto, e na verdade o é! Não o podemos chamar de estúpido nem de burro, porque ele é deveras culto. Tem o seu treino, claro que um homem tem de andar sempre ensaiado para não perder as melhores oportunidades de ir para a caça. Todos os homens ainda preservam de uma forma ainda marcante o seu instinto animal, que por hábito têm tendência a marcar o seu território. Idiotas! Isso sim a ele posso chamar, porque preenche todos os requisitos necessários para ter o papel ideal!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Where AM I??



Onde anda a minha cabeça?
Não consigo me responsabilizar por nada,
E muito menos saber as minhas responsabilidades.
Estou um pouco perdida na maré
Porque depois desta caminhada
Que à muito percorro por meu pé
Sinto-me sem direcção, e sem nenhuma cruzada.

Estou aprisionada no tempo
E a ser sufocada pelo espaço.

Suspiro, respiro fundo
Para bater no fundo do meu mundo
Com esperança de um dia ser
Rispostada para o alto, para
A meta no planalto.

29/11/2010

This world we living




Este mundo em que vivemos
Em cada instante vai desabando
Todos os dias nos rouba um pouco do que temos
Para noutros nos ir dando.

É tudo uma farça.
Uma enorme palhaçada
Mães que se prostituem 
Para a sua criança ser alimentada.

Jovens roubam para comer
Outros para os vícios manter
Mas a verdade é só uma
Rico ou pobre, este povo vai por fim tremer!

Espremidos, chupados
Até à última gota
Passamos a vida em greves
Para que no fim ela caía morta

É uma luta constante para sobreviver
Mas o mundo é para os espertos,
Para os que sabem viver.

Sem nada para querer, sem nada para fazer
É essa a vida que eu quero ter.

Choro quando vejo estas injustiças
Por que muitos andam a passar
É triste ver isso nas notícias
É triste ver o mundo a desabar

16/10/2010 2pm

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

INVERNO



O som do vento, toda a sua agitação, toda a sua frieza, fazem-me arrepios múltiplos e constantes, como se se estivessem a infiltrar nos meus ossos. O frio que por vezes refresca e revitaliza, que nos faz tremer e correr para casa. A vontade de estar ao quente, refugida no meu canto, confortavelmente no meu canto.
Aconchegada pelos tecidos peludos e macios, sente a pele, sente como se antes não tivesse sentido.
Que prazer, que abrigo mental que me dá espaço para descanso.
A minha vitalidade a ser recarregada, com uma chávena de algo quente e doce, que me relaxa e me deixa repousar na almofada eternamente, para além dos confins chegar.
Mutilando o passado com a euforia da viagem escolhida. A profunda e mais produtora , capaz de reproduzir todas as respostas às minhas questões.
E o meu leito... só o meu leito me permite tal fantasia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

(in) SEGURANÇA




Inconstante, permaneço refugiada no meu quarto, o meu seguro de vida, o meu canto, o meu refúgio.
Deitada, aninhada, penso e choro. Água vinda dos oceanos da minha mente.
Estou só, simplesmente sozinha e por minha conta, pois cheguei a conclusão de que não tenho ninguém para me guiar, apoiar e cuidar. Não sei no que me tornei, ou melhor, no que os outros me tornaram!
O egoísmo e egocentrismo são simplesmente estados, mas os quais que permanecem, desgastam, magoam e corrompem.
Os animais que todos nós somos, apenas se limitam a olhar por eles, e não reparam nem querem saber do sofrimento alheio.
Estou desgastada devido à erosão da colisão de termos trocados e ofensivos.
Preciso de uma mão que me puxe, que me oriente, e diga como fugir a este desespero que me sufoca a cada inalação de ar mundano, que é veneno mortal.

onde te escondes tu?

Onde me esconderei eu, maravilhoso poeta?
Pergunto-me por vezes onde está a vontade para a minha paixão? Paixão esta, que não me deixa parar de jogar cá para fora, todos estes termos acidificados, açucarados, que tão bem me fazem e rejuvenescem a alma e revitalizam o meu chakra.
Sinto-me possuidora deste dom que tanto venero e amo como os meus próprios binóculos, circulares, azuis e avermelhados.
Morreria se conseguisse viver para ti. Morreria de felicidade se vivesse para ti. Enlouquecia se não te pudesse ter tão perto, e ao mesmo tempo tão distante.
Por vezes a pequena luz não me ilumina as folhas, consequentemente não podia escrever.
Falta inspiração a esta jovem aspirante a ... qualquer coisa como borrar folhas, desenhar tipográficamente uma história, delineada entre margens do mundo real e irreal. Portal da depressão lírica.
Poeta, eu? Por vezes queria ser!
Mas que coerência a minha. Desculpem, mas abanei demasiado as tiras de pano a que, metamorfosicamente designa-se papel, papelito
Pedra meu poeta, que chamas a isso?  ... Inspiração... Meditação profunda, busca do verdadeiro eu.
Poeta... meu poeta...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Será que...? Quem me dera.

Será que algum dia ela se irá lembrar?... Se irá lembrar de todas as conquistas que fora capaz de alcançar sozinha, ou será que ela apenas conseguirá apaga-las da sua mente, que constantemente lhe prega partidas. Que de um momento para o outro a desgasta e a deixa perto de um grande poço sem fundo, sem luz, sem paredes, sem uma única gota de humanidade. Que a deixa à beira do abismo, sem qualquer hipótese de retroceder, incapacitando-a de se sentir forte, capaz de algo, de fazer alguma coisa, ou pelo menos de ter vontade de fazer algo. Ela está mesmo nas mais profundas viagens, tentar encontrar-se, mas não resulta. Cada vez se perde mais, cada vez foge ao rumo que ela própria havia destinado. É ela feliz? Isso gostava eu de saber, de a compreender. Conseguir alcançar o seu subconsciente, ou apenas só a perceber. Ora chora, ora sorri, ora desconfia de tudo e todos, ora se arrepende, ora se revolta, ora age pacificamente. Ora está bem...Ora está mal. Qual será o problema dela afinal? 
Será que ela quer esquecer as conquistas, de forma a apagar as derrotas? Apagar o passado?
Ela diz-me que sofre, que dói, que arde, e não sabe porque. Ela diz-me que não está bem, que nada está bem. Ela não é capaz de confiar, ela não é normal. Nunca está bem! O que terá ela de mal? O que a atormenta? 
São estas questões, estes pensamentos, que me preocupam e que não me deixam afastar dela. Já passou por tanto. Pobre menina! Sempre tão frágil por onde passa.. Tão delicada. 
Quem me dera saber ser feliz para a poder ensinar. Quem me dera que ela aprendesse a ser feliz. Quem me dera...
Quem me dera ser Feliz.


TRY TO SMILE